Durante o processo eleitoral, os nossos políticos prometem tudo que não podem ou não querem cumprir, mas sempre no sentido de transformar magicamente para melhor, contra toda a razoabilidade, a vida de seus eleitores e o destino desse mísero país, para elevá-lo um pouco desse poço de areia movediça em que ele afunda após cada mandato.
Mas, esses dias, aconteceu algo diferente, que subverteu completamente tudo, como se não fosse mais possível, na direção de uma significativa piora. A revista VEJA descobriu e publicou uma série de posts do novo fenômeno eleitoral petista, de 2026, a deputada federal eleita por Minas Gerais. Ana Elisa.
Quem conhece a fama tradicional da prudência e da moderação genética dos mineiros imaginou, num primeiro momento, que se tratava de uma jovem cheia de ideais e idealismo, de que tanto carece a nossa política atual e que caracteriza aqueles com menos de 30 anos, antes de se tornarem tão oportunistas como “nossos pais”, na expressão da saudosa Elis Regina. Uma boa notícia para o eleitor consciente de qualquer lado, que só quer uma política de alto nível, com bons debates sobre ótimos projetos, pelo menos! Enquanto o barco naufraga.
Mas os seus posts revelaram, para a surpresa geral, que a jovem deputada era, nas suas ideias, muito mais velha que os mais velhos de sua corrente, inclusive o velho senil que arrasta o seu vasto grupo pelo deserto de ideias e valores desse país, sempre mais longe da terra prometida.
Considerando a cor da sua pele e a sua opção política, não podia faltar, é claro, o tradicional “ODEIO BRANCO”. Uma declaração dessas, no contexto de instituições respeitáveis, que não é o nosso caso, daria ensejo a um processo por racismo escandaloso, explícito e desavergonhado. Mas, como estamos no Brasil e a autora se apresenta como aderente à esquerda, nada acontecerá, afinal as nossas instituições republicanas já reconheceram às pessoas dessa cor o direito de vingança, a não ser que a conveniência política de alguma minoria de plantão dite o contrário. Além disso, vieram, em meio a insultos, erros gramaticais grosseiros, palavrões e xingamentos do mais baixo nível, a defesa do aborto, do antissemitismo, da pregação explícita de morte por incineração de evangélicos e, deduz-se, de todos que não pensem como ela, fechamento de igrejas, imposição do kit gay. O erro de Lula, para ela, é ser bonzinho.
Ela, em um parágrafo, sai da Rússia de 1917 para mergulhar na pior fase da Idade Média, tudo isso em nome do progresso, contra o conservadorismo retógrado. “QUEIMEM AS IGREJAS”, “QUEIMEM OS EVANGÉLICOS!” Os nazistas abriram o caminho! Mas os nazistas, antes do começo da guerra, se contentavam em queimar livros. E nunca falavam estarem, ou irem, incinerar judeus. Quando não houver mais evangélicos para queimar, quem tomará os seus lugares? Os brancos?
Isso me preocupa porque, no registro eleitoral, fui obrigado a declarar minha cor, o que me deixou desnorteado. No país em que nasci, o Estado não se interessava pela cor de ninguém. A nossa cultura média dizia que o que importava era o cidadão ter “vergonha na cara”, “não desrespeitar a lei”. Não era uma sociedade perfeita, mas nós não nos odiávamos tanto quanto agora, e conversávamos com naturalidade com quem pensava diferente. Para piorar, o governo não nos providenciou uma “paleta de cores”, para que eu pudesse dizer com plena certeza a minha cor: branca, preta ou parda. Na dúvida, me declarei branco, embora alguém já tenha me tratado por negro e pessoas mais escuras do que eu sejam recusadas como pardas pelo sistema de cotas. A ESCULHAMBAÇÃO de sempre.
Carrego na minha pele, com certeza, a herança Casimiro Lucio dos Santos, que todas as memórias familiares apontam como um HOMEM negro, mas diferente. Meu bisavô, Casimiro, nascido em 1860, provavelmente filho ou neto de escravos reais, não ficou se remoendo em ressentimentos, mágoas, ou alimentando complexos de inferioridade. Arregaçou as mangas, tornou-se professor em Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco, numa época em que professor era uma carreira respeitável, casou-se com uma Cavalcanti de Albuquerque, tornando-se fundador de uma dinastia de professores da escola básica que já está na quinta geração. Ele nunca ficou se remoendo com pena de si mesmo.
Portanto, não consigo aceitar as palavras odiosas e odientas dessa deputada do PT, como a expressão do pensamento do povo negro do Brasil, só porque a sua autora tem a pele mais escura, fora de um quadro grave de distúrbio mental-emocional, mas antes como uma explosão de sinceridade e intenção, derivada de uma corrente política branca, europeia — parmem! — que, desde o seu início, dizia que o seu objetivo era fomentar a destruição de tudo que contrariasse a sua ideologia, em prol da melhoria da classe trabalhadora e até do mundo. Algo repetido até hoje no Brasil, como numa igreja de fanáticos, apesar de todos os seus fracassos nos últimos 110 anos.
Nunca alguém, com um grau de aceitação pública tão alta, dentro de uma corrente política nacional, colocou de forma tão nua e crua a perversidade, a crueldade, que permeia todo o discurso populista da esquerda, oculto pelas declarações diuturnas de interesse e preocupação com os pobres. Embora pareça que, nessa jovem, as mais elementares formas de pudor e conveniência política não foram suficientes para conter o seu desejo insano e descontrolado de violência selvagem e generalizada.
Fica a dúvida se o grupo que a apoia e ela a ele, liderado por um HOMEM BRANCO, até os cabelos, e que a tornou uma das personalidades mais importantes de seu comitê eleitoral, não vai querer pôr isso em prática no próximo mandato.
Considerando que, por imposição da lei, eu me autodeclarei “branco”, e “brancos” são minhas filhas, minhas netas e a maioria esmagadora de meus amigos e parentes, e a hipótese grotesca de vermos pessoas sendo condenadas ou perseguidas por causa de sua cor, como no tempo da escravidão, saio de minha neutralidade para dizer em alto e bom som:
EM VISTA DO CONTEXTO, VOTEM EM FLÁVIO BOLSONARO. MAS VOTEM COMO CIDADÃOS CONSCIENTES, OS QUAIS SÃO ELEITORES HOJE, MAS NO DIA SEGUINTE ÀS ELEIÇÕES SÃO FISCAIS DO TRABALHO DAQUELE QUE ELEGERAM, E NÃO COMO SERVOS FANATIZADOS QUE VIVEM EM UM CULTO PERMANENTE DA PERSONALIDADE, INDIFFERENTES AOS DESLIZES MORAIS E CRIMES PÚBLICOS DE SEUS ÍDOLOS E MANIPANSOS, COMO NA HUMANIDADE PRIMITIVA, E CONTINUAM SE AUTODEFININDO “PROGRESSISTAS”.


Nenhum comentário:
Postar um comentário