domingo, 4 de outubro de 2026

 


ESTE PAÍS ESTÁ UMA ESCULHAMBAÇÃO, UMA COMPLETA, DESAVERGONHADA E IRREVERSÍVEL ESCULHAMBAÇÃO

Quando saí de casa, hoje de manhã, para votar, o candidato ao Senado pelo Paraná, DELTAN DALLAGNOL, estava proibido de concorrer e seus votos seriam anulados. Quando voltei, três horas depois, alguém havia caçado a decisão anterior e ele estava elegível de novo.

Algo parecido aconteceu com o candidato Garotinho no Rio de Janeiro.

Sabem qual é a coisa mais curiosa nisso tudo? SÓ OS CANDIDATOS DE OPOSIÇÃO A ESSE GOVERNO ESTÃO SOFRENDO ESSES CONTRATEMPOS. É UMA ESCULHAMBAÇÃO!

EM BREVE, PARA TERMOS UM PLEITO MINIMAMENTE HONESTO, PRECISAREMOS CRIAR UMA JUSTIÇA ELEITORAL DE ESQUERDA E OUTRA DE DIREITA.

O PODER JUDICIÁRIO ESTÁ DESTRUINDO, TIJOLO POR TIJOLO, O QUE RESTA DA DEMOCRACIA E DO BOM NOME DO BRASIL, QUE JÁ NÃO É MUITA COISA.

Certa vez, Lula disse que o Lulinha era o "Pelé dos negócios", pela sua habilidade rara de fazer dinheiro. Vai ver que foi por causa dessa “herança futebolística” que o Lulinha deixou o país às pressas, quando estava sendo investigado por causa dos desvios do INSS, e foi morar na Espanha no mesmo condomínio onde mora Vinicius Junior. Na verdade, Lulinha é o Pelé das informações privilegiadas, graças ao melhor treinador do Brasil nesse assunto; afinal, é preciso garantir que o dinheiro dos aposentados pobres do Brasil seja bem investido.



FECHO COM LEO LINS: “PARECE QUE O BRASIL ACABOU, MORREU, E A DISPUTA NESSA ELEIÇÃO É QUAL VERME QUE VAI COMER AS MELHORES PARTES DO CADÁVER!”

HOJE É O DIA EM QUE SEREMOS FORÇADOS A PARTICIPAR DO DEPRIMENTE ESPETÁCULO DE UM CIRCO QUE SÓ TEM PALHAÇOS, QUE PAGAM PARA SE APRESENTAR, E BILHETEIROS QUE FICAM COM O DINHEIRO, EM UM PAÍS QUE “ESTÁ NA LONA”.

HOJE, 4 DE OUTUBRO DE 2026, É O DIA DA VERGONHA NACIONAL. QUANDO SOMOS OBRIGADOS A VOTAR EM PROPOSTAS QUE NÓS TEMOS CERTEZA ABSOLUTA QUE NÃO SERÃO CUMPRIDAS. NÃO É A TOA QUE OS PROJETOS DE PAÍS NÃO CONSTARAM DOS DEBATES NESSAS ELEIÇÕES, POIS OS POLÍTICOS JÁ ASSUMIRAM QUE NÃO VÃO CUMPRI-LAS E O POVO NÃO VAI COBRALAS.

PAÍSES ESTÃO FECHANDO SUAS EMBAIXADAS (COM MEDO DE UMA CORRIDA DO NOSSO POVO PARA ELAS?); NAS REDES SOCIAIS SÓ SE FALA EM “GOLPE”. SOMOS AS RUÍNAS MAIS VALORIZADAS DO PLANETA.

NO ATUAL CONTEXTO DE POLARIZAÇÃO BURRA, TODAS AS VEZES QUE OS NOSSOS ARTISTAS SE MANIFESTAM POLITICAMENTE, SALVO RARAS EXCEÇÕES, O NÍVEL DA NOSSA ARTE CAI ASSUSTADORAMENTE.

FABIO PORCHAT, AQUELE QUE MAIS RI, DESCONFIO QUE O ÚNICO, DE SUAS PRÓPRIAS GRACINHAS ESTÁ TENTANDO SORTE COMO GAROTO-PROPAGANDA DISFARÇADO DO GOVERNO. TALVEZ PENSANDO QUE, DISFARÇADO, ELE CONSEGUIRÁ ENGANAR-SE MELHOR... E AOS TOLOS,

QUEM QUISER SABER O SIGNIFICADO DE MISÉRIA INTELECTUAL BASTA ASSISTIR A UM INTELECTUAL OU POLÍTICO DE ESQUERDA QUERENDO NOS CONVENCER QUE O SOCIALISMO TEM FUTURO.

NUM DE SUAS ÚLTIMAS APARIÇÕES ANTES DO DIA 4, LULA ESTAVA TÃO BÊBADO QUE SUGERIU O OSCAR PARA FABIO PORCHAT.

A CORRIDA ELEITORAL ESSE ANO É PARA SENTAR EM CIMA DE UMA BOMBA RELÓGIO!

O MELHOR TÍTULO DE FILME PARA O DIA DE HOJE É: “O VENTO SERÁ A SUA HERANÇA”, BASEADO NO FAMOSO “JULGAMENTO DO MACACO”... 

QUEM PRECISA DE BOMBA ATÔMICA QUANDO TEMOS UM STF COM UM PODER DE DESTRUIÇÃO MUITO MAIOR?

NO BRASIL DAS ESQUERDAS DE HOJE, VOCÊ CORRE MAIS RISCO CLAMANDO POR JUSTIÇA DA FORMA ERRADA DO QUE COMETENDO CRIME DA FORMA CORRETA.

ELEIÇÃO É UM TIPO DE ENGANO QUE O CRIME ORGANIZADO CONCEDE AO CIDADÃO COMUM PARA QUE ESTE ACREDITE QUE O CRIME ORGANIZADO NÃO ESTÁ NO COMANDO.

SE O CRIME ORGANIZADO NÃO ESTIVESSE NO COMANDO, OS CRIMES DE COLARINHO BRANCO SERIAM ESCRUPULOSAMENTE INVESTIGADOS E PUNIDOS, POIS SÃO OS QUE MAIS PREJUDICAM A ORDEM SOCIAL. 

sábado, 3 de outubro de 2026

 


COM REPARAÇÃO NÃO HÁ HISTÓRIA E, SEM HISTÓRIA, REGREDIMOS À IDADE DA PEDRA. NÃO CONSTA HAVER DEMOCRACIA NESSE TEMPO!

REPARAÇÃO HISTÓRICA É UMA FORMA DE ALGUÉM COBRAR OS DESCENDENTES POR CRIMES QUE NÃO FORAM COMETIDOS POR SEUS ANTEPASSADOS, POIS NAQUELA ÉPOCA ESSAS AÇÕES ERAM LEGAIS E TODOS A PRATICAVAM. NÃO RARO ATÉ AS VÍTIMAS. QUANDO PODIAM.

REPARAÇÃO HISTÓRICA É UMA FORMA DE SE ESTENDER A INSEGURANÇA JURÍDICA PARA TODOS EM TODAS AS ERAS; É TORNAR A VIDA EM PAZ IMPOSSÍVEL. SERÁ QUE MEUS NETOS OU BISNETOS SERÃO RESPONSABILIZADOS PELO QUE EU E TODOS OS OUTROS ESTAMOS FAZENDO AGORA?

NA JUSTIÇA TRIBAL PRIMITIVA NÃO HÁ PRESCRIÇÃO, PRAZO, PROIBIÇÃO DE RETROATIVIDADE, SUJEITO DA AÇÃO, PROPORCIONALIDADE DAS PENAS, ETC. JUSTO É TUDO QUE PASSA NA CABEÇA DE QUALQUER QUE TENHA HABILIDADE SUFICIENTE PARA FAZER OUTROS CREREM QUE ISSO É "CERTO", MESMO QUE NÃO SEJA RACIONAL.

A REPARAÇÃO HISTÓRICA SÓ FAZ SENTIDO E É JUSTA SE O PEDIDO FOR FEITO POR ALGUÉM QUE CONSIGA PROVAR QUE NUNCA ERROU. 

NINGUÉM, OU POVO, É, PERANTE A HISTÓRIA HUMANA, SÓ CARRASCO OU SÓ VÍTIMA. DEPENDENDO DO CONTEXTO, SOMOS ORA UMA COISA, ORA OUTRA.

A MELHOR REPARAÇÃO PARA PRÁTICAS DO PASSADO QUE HOJE ESTÃO SUPERADAS É NÃO VOLTAR A REPETI-LAS, NEM DAR OCASIÃO PARA A MAIORIA COMEÇAR A COGITÁ-LAS.

SE VOCÊ, NA DEFESA DE SUAS IDEIAS, VAI PARTIR PARA ENCURRALAR ALGUÉM, SAIBA QUE ESTÁ RENUNCIANDO A CONQUISTAS IMPORTANTES FEITAS ATÉ AGORA PARA SE ARRISCAR EM UM TUDO OU NADA DE CONSEQUÊNCIAS IMPREVISÍVEIS.

REVOLVER AÇÕES SUPERADAS DO PASSADO A PRETEXTO DE REPARAÇÃO É COMO ATIÇAR UM BRASEIRO NO INTUITO DE ACENDER UMA CHAMA QUE, PARA O BEM DE TODOS, ESTÁ SEPULTADA, MAS QUE AINDA PODE QUEIMAR, INCLUSIVE QUEM O ATIÇA.

O PASSADO É UM ABISMO ESCURO, ONDE OS SÁBIOS, OS IMATUROS, OS IGNORANTES, OS FURIOSOS, OS OPORTUNISTAS, OS RESSENTIDOS, ETC. DESCEM PARA FICAREM MAIS DO QUE JÁ SÃO.


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 


DEMOCRACIA CANCELADA.

A desordem gerada pelas ações e pelo descrédito do PODER JUDICIÁRIO, transformado num puxadinho eleitoral do atual governo, ameaça descer das mais altas instituições da ex-república federativa do Brasil para as ruas e, quando lá chegar, ninguém poderá em sã consciência negá-la, mas tampouco detê-la. E suas consequências serão tão imprevisíveis quanto irreversíveis. Afinal, são 250 anos de decepções sem fim.

Aqueles que cometeram todo tipo de abuso e desrespeito à lei, sob o pretexto de defender a democracia, agora destroem essa mesma democracia pela raiz. Cumpre-se assim aquilo que a esquerda clássica marxista-leninista sempre advogou: “a democracia é só um meio para se alcançar o poder”. É óbvio que, após este ser alcançado, aquela pode ser descaradamente descartada, como estamos assistindo.

No cancelamento do debate da Globo, uma juíza petista transformou uma cadeira vazia em sujeito jurídico, para salvar o seu presidente de coração, ou talvez pagar uma dívida.

Nem os TRÊS PATETAS conseguem lidar com o STF, afinal são só três, já o STF...

Quando o caos e a anarquia tomarem conta das ruas, tudo poderá acontecer e se seguir. Menos o Brasil em que hoje vivemos.

A lei no Brasil tornou-se uma mera extensão do braço do governante, o qual ele estende e retrai quando convém.

O Brasil está se tornando uma ficção de horror. Ai dos fracos, dos indefesos e dos honestos.

Antes ninguém tomava medidas drásticas no Brasil para não se comprometer com o resultado. Hoje, isto é o que menos importa. Evoluímos, pois, da covardia para a loucura. 

A lei? Ora, bolas, a lei!

Nossa atual constituição tem tanto valor quanto a declaração de fidelidade conjugal de alguém no último estágio de ninfomania ou satiríase crônica.

A nossa LIBERDADE DE EXPRESSÃO virou mera força de expressão... sem força.

Os juízes do Supremo tornaram a nossa Constituição um...


No STF, a situação é a mesma: enquanto a nação arde, quem não é vilão é covarde.



quinta-feira, 1 de outubro de 2026



A “inteligência artificial” está longe de ser inteligente e certamente jamais o será, quando comparada à INTELIGÊNCIA humana. A “ia” é um incapaz com uma memória e uma velocidade de pensamento enormes, boa para tarefas especializadas, mas não para inventar e descobrir, mas sem entender uma ironia, um gesto ou uma expressão facial, ou mesmo um simples trocadilho verbal. Uma completa idiota, quando cercada de humanos que pensam além de si mesmos.

QUANTO À CORRIDA DAS “IAs”, FICARÁ À FRENTE NÃO O PAÍS OU POVO QUE CRIAR A “IA” MAIS PODEROSA, A MAIS RÁPIDA, DE MAIOR MEMÓRIA, ETC., MAS AQUELE CUJO POVO SOUBER UTILIZAR A IA DA FORMA MAIS INTELIGENTE. 


segunda-feira, 28 de setembro de 2026


O CORONEL MOREIRA CÉSAR E CANUDOS DEVEM MORRER

A HISTÓRIA DE UMA INJUSTIÇA — 41

Mal sagrado relato profano - 2

Ele mesmo diz que, assim que o coronel chegou ao acampamento, reuniu o corpo médico e apresentou os sintomas que ele sentiu — os quais o major omite —, desejoso de ouvir a opinião dos médicos, como qualquer comandante responsável faria. Como é então que o major Augusto diz que os médicos tiveram receio da reação dele? Por que ele convocaria os médicos se já sabia o diagnóstico ou não estava disposto a escutar determinados diagnósticos? Se ele tinha esse temperamento, não seria mais razoável ele dizer que não foi nada e continuar como se nada tivesse acontecido?

Só faltou o major dizer que essa história foi pinçada diretamente de algum livro do Monteiro Lobato, sobre as aventuras no sítio do Pica-pau Amarelo!

Ressalte-se ainda que nenhum dos jornais da Bahia que diariamente relatavam o deslocamento da coluna comentou esse episódio, embora, segundo Mattos, ele tenha acontecido diante de “várias testemunhas”. O Gazeta de Notícias do dia 20 de fevereiro noticia que:

“Chegou ontem a Monte Santo o coronel Moreira César [etapa seguinte a Quirinquiquá] com toda a expedição, na melhor ordem; prepara-se o ataque decisivo a Canudos.”

Após relatar tudo isso, o major, como para confirmar que o coronel estava com problemas mentais, informa abruptamente que, no dia 2 de março, véspera do ataque, o coronel Moreira César armou, propositalmente, a sua barraca distante do acampamento militar, numa área que oferecia perigo, na visão de Mattos. Para ele, a área devia estar sendo vigiada por oficiais e instrutores estrangeiros, portando armas nunca antes vistas… nem depois.

Nada aconteceu a Moreira César nesse dia.

Esse episódio da suposta epilepsia apareceu em jornais do Rio, de forma bem diferente. No dia 30 de março, lê-se a seguinte matéria no jornal Gazeta de Notícias.

“Bahia 28 — O Correio de Notícias [jornal da Bahia], sob o título “PELA VERDADE DOS FATOS”, deu artigo em referência ao telegrama expedido daqui para o jornal O Paiz daí, datado de 19 do corrente. O telegrama começa assim: ‘Em viagem para Canudos, o coronel Moreira César foi acometido de ataque de epilepsia…’

O Correio transcreve o telegrama todo, observando que nele… foram introduzidas circunstâncias que reclamam imediata contestação em prol da verdade histórica e da perfeita integridade mental do denodado coronel Moreira César, que a verdade… é esta: na madrugada de 18 de fevereiro… o coronel César teve uma síncope, sendo socorrido pelos oficiais do estado-maior… mandou-se chamar um médico mais próximo, o Dr. Everaldino, que chegou às 7 horas da manhã, encontrando o coronel melhor, tendo marchado [cavalgado] já duas léguas depois do acidente [ou seja ele caiu do cavalo, levantou-se logo após, e continuou viagem; algo muito estranho para um ataque de epilepsia]; que na fazenda Lagoa de Cima o coronel apeou-se durante o tempo preciso para aplicar-lhe um sinapismo [cataplasma], seguindo sem mais incidente  para Monte Santo, que livre de qualquer incômodo esteve o coronel até 11horas do dia 22, quando, deitado em uma rede… teve uma vertigem que durou dez minutos mais ou menos, sem nenhum sintoma epilético; que, recobrando a fala, o coronel referiu tudo que se conversou em torno dele durante a vertigem; que do primeiro incômodo dão testemunho os oficiais do estado-maior; que o segundo teve lugar junto a si quase todo o corpo médico… que todas as circunstâncias narradas no referido telegrama, em discordância do que fica exposto, carecem de exatidão; que não passa de fantasia o incidente em que figura o nome de Cunha Mattos; que depois do dia 22 Moreira César não acusou sofrimento algum; … mostrando-se sempre o mesmo soldado inteligente, ativo, leal, brioso e denodado.”

O jornal acusa diretamente, utilizando o piedoso termo “fantasia”, o relato do Major Rafael Augusto de falsear os fatos. Agora, se Rafael Augusto deturpou o relato sobre o que aconteceu em Quirinquiquá, ele não pode ter deturpado em outras partes do seu relato? Ele é o relato oficial do Exército e a principal fonte de Euclides da Cunha sobre a 3ª Expedição. Mas ainda assim dou o benefício da dúvida a quem acredita nessa versão, desde que me prove, com exemplos históricos, que uma tropa funciona melhor sob o comando de um chefe doente e desequilibrado, e colapsa quando tem à frente um chefe competente e ‘maravilhoso’, como o major Rafael Augusto (9).

No dia 18 de fevereiro, ele chegou a Monte Santo, onde passou 5 dias.

Em Monte Santo ficou a segunda base de operações, complementando Queimadas. Aí ficaram cerca de 80 praças vigiando mantimentos e munições com os quais a coluna poderia se socorrer caso a luta demorasse mais que o previsto, sob o comando do Coronel Souza Meneses, do 16º B.I. Daí partiu Moreira César com uma força de 1.281 soldados e oficiais, rumo a Canudos. A esse respeito, dá o general Tristão de Alencar Araripe (Expedições militares contra Canudos, o aspecto marcial, 2ª edição, Biblioteca do Exército, Rio de Janeiro, 1985, p. 58), uma informação crucial: “Não sabemos quais eram os meios de transporte da expedição, nem o que levava em termos de água, víveres e munição.”

Também, segundo Araripe, não se tem uma ideia clara do quanto desses elementos ficaram em Monte Santo, embora logo depois ele diga que a tropa estava mal fardada, mal equipada e mal instruída — com base em quê Araripe deduz isso, se não temos nenhuma informação sobre o equipamento e os números da logística do deslocamento? É o medo de contrariar Euclides da Cunha? É ordem superior?

Quando chegou a Cumbe, César deve ter achado graça da enorme quantidade de crianças com a cara do padre, mas, na madrugada do dia 25, já estava em marcha, acampando na fazenda Cajazeiras. No dia seguinte, estava em Serra Branca. Daí partiu, na tarde de 26, para a fazenda Rosário, onde permaneceu até o dia 2 de março, deslocando-se depois para o Rancho do Vigário, quase no meio do percurso de 40 km que separava Canudos de Rosário.

Aqui, é preciso fazer um parêntese. Quando chegou a Monte Santo, Moreira César, que até ali vinha seguindo o itinerário de Febrônio de Brito, fez uma alteração drástica. Nos cinco dias em que permaneceu em Rosário, mandou os tenentes da comissão de engenharia, Domingos Alves e Alfredo Nascimento, fazerem uma prospecção do terreno à frente, e optou por um caminho mais longo, fazendo uma curva que passava por Cumbe, e daí para Canudos.

Oleone Fontes fala de enormes areais no caminho, enquanto o mapa topográfico mostra um relevo menos acidentado, mais propício a quem ataca. Evitando o caminho mais curto, porém mais acidentado, e tendo o suporte de um esquadrão de cavalaria para proteger seus flancos, César evitava as emboscadas e os ataques de pequenos grupos. Foi um plano bem feito que, no jogo de cena, fazia parecer que ele se afastava de Canudos.

O general Araripe faz, então, uma observação contraditória (p. 59), com o que ele já dissera antes: “Vinha a expedição se deslocando com método, em jornadas curtas, com longos descansos.” 

Ou seja, nada da precipitação, ou ausência de preocupação com o bem-estar dos soldados, como alguns dizem, e mais uma vez Araripe reforça: não se tem dados sobre o abastecimento da expedição. 

Mas, enquanto as tropas, no sertão, iam se acomodando como podiam ao áspero terreno da caatinga, a 1.800 quilômetros dali, outro Brasil, tradicionalmente distante da realidade e das responsabilidades, comemorava mais uma fantasia triunfalista. Milhares de pessoas aglomeradas nas ruas próximas e em frente ao Palácio do Catete, calculadas em 20 mil na edição de 25 de fevereiro de O Paiz, esperavam ansiosas a inauguração do novo palácio presidencial.

Na hora aprazada, alguém, na usina elétrica privada que havia no palácio, acionou a chave do registro e todo o prédio apareceu envolto em trilhas de luzes que destacavam a sua fachada, deslumbrando os populares na rua, ainda mergulhados na iluminação a gás. Ouviu-se um prolongado “Ó!”, quase gritado pela multidão, seguido de uma estrepitosa salva de palmas e gritos de “Viva!” e “Bravo!”. Os populares, já excitados com a proximidade do carnaval, eletrizaram-se. Alguns jogavam confetes para o alto, enquanto outros quedavam parvos, inebriados, num sentido e noutro, orgulhosos da força e da pujança do país, que seguia gastando por conta.

Mais um pouco e um poderoso facho de luz cruzou os céus da baía da Guanabara, enquanto os acanhados, mas bucólicos e tão característicos prédios coloniais refulgiam na luz difusa que saía do clarão. Eram os holofotes do cruzador Benjamin Constant e do vapor de transporte Carlos Gomes (10). Lá pelas 21:00 h, ouvem-se estrondos e um novo “Ó!”. Eram os canhões da fortaleza de São João dando uma salva de 21 tiros para saudar o aniversário da Constituição de 1891 e a festiva inauguração do novo palácio presidencial. Duas bandas de música, estrategicamente colocadas, começaram a tocar o hino nacional, com o povo a desfiá-lo no maior entusiasmo.

Há uma nova comoção nos presentes. O elegantíssimo landau do vice-presidente em exercício se aproxima, puxado por duas magníficas parelhas de cavalos, cercado por duas colunas de cavalarianos, com seus requintados uniformes de gala e capacetes emplumados — nossas autoridades sempre souberam torrar o dinheiro do contribuinte e ainda deixá-lo contente e agradecido! O povo prorrompeu em vivas e aplausos à nova estrela da política nacional, o hábil ilusionista Manuel Vitorino, com sua esposa e dois comandantes militares, do Exército e da Marinha. Ele faz um discreto sinal para o cocheiro reduzir a marcha, acenando, condescendente, para a multidão, que se apertava para vê-lo mais de perto.

Um tipo popular exótico, com cadeira cativa em todos os quiosques de bebidas e tira-gostos baratos, além de poeta nas horas vagas, aproveita a ocasião para se promover.

“Adeus, lerdo biriba.

Te arreda, velho gambá.

E leva a tua futrica.

De volta pro teu mafuá”.

— Tenha dó do pobre coitado! — diz Vitorino, rachando de rir, enquanto fingia algum sentimento pelo colega. Faz sinal para o cocheiro prosseguir, em meio ao delírio popular.

Após a entrada do presidente, houve um desfile monumental de suntuosas carruagens, trazendo o pessoal diplomático, a alta cúpula do Exército e da Marinha. Seguiam-nos a alta burguesia local e, é claro, os políticos. Faziam numa demonstração de elegância e superioridade social tão excessiva, ostensiva e aparatosa, que flertava com o ridículo, em tantas e exageradas penas de pavão, equilibradas nas graciosas cabeças das 'locomotivas' do high society carioca. Além delas, as estimadas acompanhantes de sempre, exalando odores estrangeiros a metros, além do brilho nas maquiagens cintilantes à base de pó de pérolas, enquanto ameaçavam os holofotes do Carlos Gomes com o fulgor de suas joias. Ninguém supera o esbanjamento visual de nossas elites. 

Ao evento compareceram  também dirigentes de instituições públicas, grandes nomes das artes, do jornalismo e da cultura. Todos servidos por gentis e prestativos garçons, vestidos com elegantes fraques e um menu tipicamente francês.

As entradas foram: sandwiches variés, escalopes de merlan à la venitiene, petitees crustaces aux écrevisses, fillet de veau au madére, langue écarlate à la geleé, galantine de macuco em belle-vue, aspic de foie gras, salade de homard à la parisienne…

Punch à la americaine, fruits, bombons, marrons, cossaques, etc.

Dessert varié, thé, café, chocolate, etc.

Vins. — Madère, Xérès, Solis blanc, Rhin, Chablis, Solis rouge, Listrac… Porto (reserva e velhíssimo), Moscatel, Tokay, etc.

Eaux minérales, bières assortis, liqueurs cognac, whisky, sirop de frambois, orangead, etc (o Gazeta de Notícias de 26 de fevereiro de 1897 é o responsável por qualquer erro na grafia dos nomes franceses).

Definitivamente à prova de pobre.

Esse espetáculo caríssimo, no momento em que o país se via ante a possibilidade de perder o seu crédito para comprar libras esterlinas, o que paralisaria o seu comércio internacional, foi feito pelo grupo que dizia ser Canudos, resultado de uma intervenção estrangeira. Que precisava ser combatido com força e recursos excepcionais. Mas que também tinha tanta certeza de ter o povo nas mãos, que nem se preocupava em ser coerente.

Em um momento, o vice-presidente aproximou-se de uma das janelas e, olhando para o espetáculo da baía iluminada pelas luzes das fortalezas e os holofotes dos navios, beijou a mão de sua bela esposa e lhe diz cheio de convicção.

— Em breve seremos promovidos.

O Gazeta acrescenta:

“Tudo aquilo dava a sensação do início de uma nova era, compatível com a dignidade da República, auspiciosa para a nossa reputação de povo, há muito tempo arrancado às doçuras da tanga e do cocar” (idem, idem).

Deixamos de ser ‘índios’, e agora somos civilizados, por causa de uma festa que nem podíamos pagar! O esbanjamento numa festa, às custas das futuras entradas no Tesouro, para uma minoria microscópica, era um bom começo para o jornal. Que complexo de inferioridade! Que vontade de parecer europeu, sem ter a menor ideia do que isto significava.

Enquanto isso, no sertão da Bahia, os soldados dormiam no chão de suas barracas ou onde pudessem improvisar uma cama, após comer a sua parte da boia preparada com algum esmero, mas nem tanto para não ficarem mal-acostumados. Alguns preferiram preparar sua própria refeição, talvez uma carne na trempe de paca ou preá, precariamente temperada, achando fazer um banquete, na companhia de amigos falastrões, a sua maior motivação. Alguns levaram esposa, amante e filhos, todos envolvidos pelo odor de suor genuinamente nacional, após um dia de duras marchas e exercícios com a finalidade de preservar a ordem numa sociedade que os tratava como bucha de canhão, entremeados pelo brilho das baionetas recém-engraxadas.

A luz que fulgia das fogueiras, exalando o cheiro da comida recém-preparada ou só aquecida, fazia a grande maioria ignorar o espetáculo do céu estrelado. O grandioso e inesquecível céu do sertão. Ah, que saudades que eu tenho. Eu o vi quando ainda não era maculado pela luz simulada dos geradores de eletricidade. O grande tapete de estrelas, que, em conjunto, rodeava e acolhia a lua, como em uma imponente assembleia ou o agasalho de uma alma bondosa, funcionava como uma luz de fundo, reverberando a luminosidade do astro noturno, que prateava a grandiosidade tão selvagem e tão humana da caatinga sertaneja. Esse fundo luminoso era violado de quando em quando pelo perfil opaco das sentinelas. Só faltava Deus aparecer e pronunciar o “Faça-se!”, esperando que dessa vez o resultado fosse diferente.

Da superfície brotavam gotas prateadas de orvalho. Como num choro sem fim.

Eduardo Simões. 


ESSE É O MAIOR PERIGO!

A IA É APENAS UMA AGÊNCIA PROPAGADORA, ALTAMENTE TURBINADA POR SUA CAPACIDADE DE MEMÓRIA, SUA VELOCIDADE, BEM COMO SUA ATIVIDADE INCANSÁVEL, DOS IDEAIS E IDEOLOGIAS DAQUELES QUE A PROJETARAM E CONSTRUÍRAM... E SÓ!

NO LONGO PRAZO, SE OS PROFESSORES ABRIREM MÃO DO SEU PAPEL E NÃO PREPARAREM OS ALUNOS PARA PENSAREM POR SI MESMOS, E SE ESCORAREM, POR PREGUIÇA, NA IA, ESTA PODE SE TORNAR UM PODEROSO ALIADO NO CONTROLE IDEOLÓGICO, NO EMBURRECIMENTO E NA NEUROTIZAÇÃO DE UM POVO.

O MAIOR PERIGO PARA A HUMANIDADE É OS HOMENS ACREDITAREM QUE A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É REALMENTE INTELIGENTE E ENTREGAREM AO SEU ALVITRE TAREFAS QUE, PELA SUA COMPLEXIDADE, GRAVIDADE E DELICADEZA, DEVEM SER FEITAS APENAS POR SERES INTELIGENTES E MORALMENTE CORRETOS. 

O QUALIFICATIVO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É, POR SI SÓ, NADA INTELIGENTE. 

TRÊS TIPOS DE GENTE DEVEM SER TEMIDOS EM ESPECIAL: OS MAUS E OS IGNORANTES OU TOLOS EM POSIÇÃO DE COMANDO. DEPENDENDO DO CONTEXTO, ELES PODEM ATÉ DESTRUIR O MUNDO, E NESSE ITEM OS TOLOS E IGNORANTES PODEM SER MUITO MAIS PERIGOSOS QUE OS MAUS.

OS MAUS PRESERVARÃO O MUNDO PARA NÃO PERDER A SUA VANTAGEM OU PRIVILÉGIO; OS TOLOS E IGNORANTES VÃO ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS.

TEMER E FICAR HISTÉRICO COM A POSSIBILIDADE DE A IA DESTRUIR A HUMANIDADE CHEGA A SER ENGRAÇADO QUANDO SABEMOS E CONVIVEMOS MUITO BEM, HÁ DÉCADAS, COM A CERTEZA DE QUE PAÍSES COMO ISRAEL, PAQUISTÃO E COREIA DO NORTE, QUE SÃO QUASE NADA EM TERMOS DE IA, POSSUEM BOMBAS ATÔMICAS.

POR FALAR NISSO, QUE SAUDADES DO TEMPO EM QUE SE DIZIA QUE A MAIOR BOMBA FRANCESA ERA BRIGITTE BARDOT, SEM TEMER UM PROCESSO DE CALÚNIA, DIFAMAÇÃO, FOBIA, ALTA TRAIÇÃO, ETC.

A IRRACIONALIDADE E A BAIXARIA DA LUTA ENTRE DIREITA E ESQUERDA NO CONGRESSO, QUE O FIZERAM DESCREDITADO AOS OLHOS DA NAÇÃO, TOMARAM CONTA DO SUPREMO. QUE DEMOCRACIA É ESTA? QUE EQUILÍBRIO DE PODERES É ESTE? SEMPRE A PRECISAR DE UM PODER MODERADOR PARA NÃO MERGULHAR NO CAOS ABSOLUTO? QUEM FARÁ ESSE PAPEL AGORA? OS MILITARES DE NOVO OU VAMOS TRAZER O IMPERADOR DE VOLTA?

NUM SHOW DE FIM DE ANO, NA DÉCADA DE 1970, O HUMORISTA JÔ SOARES FEZ UMA PIADA CÉLEBRE COM O FUTURISTA NORTE-AMERICANO HERMAN KAHN, QUE PREVIU QUE O BRASIL SE TORNARIA UMA POTÊNCIA ECONÔMICA SÓ POR VOLTA DE 2100. FOI UMA INDIGNAÇÃO FURIOSA E GERAL. TÍPICA DE QUEM SOFRIA DE SENTIMENTO DE INFERIORIDADE. HOJE A GENTE SE PERGUNTA SE DAQUI A CEM ANOS AINDA HAVERÁ BRASIL. KAHN FOI MUITO OTIMISTA.

domingo, 27 de setembro de 2026

 



OS TEMPOS E OS HOMENS MUDAM. A IA MUDARÁ?

Eduardo Simões 

A caça já foi motivo de demonstração pública de coragem, valentia e motivo de orgulho. Era vista como o máximo da aventura e da adrenalina que todos queriam experimentar, até para se sentirem “mais jovens” e “poderosos”. A multidão invejava o pequeno número daqueles que tinham dinheiro suficiente para ir a uma região remota da Ásia, à Índia, principalmente, para caçar tigres e transformar o seu couro num tapete para algum lugar privilegiado da casa!

Hoje essas cenas causam horror e repúdio. Não é mais aceitável, com os recursos que se tem e o conhecimento generalizado da importância e da finitude dos recursos naturais, a noção de caça como um esporte, sem falar que hoje, mais do que antes, os animais não têm chance alguma. Essa atitude é vista, com razão, como bárbara e até covarde. 

Portanto, é necessário, quando nos deparamos com uma cena dessas, ou quando avaliamos um acontecimento antigo, nos posicionarmos a partir do ponto de vista geral, ou da ideologia, da época em que tudo aconteceu, no seu desdobramento temporal, do qual podemos tirar ensinamentos adequados para o nosso tempo. Não podemos resvalar para a condenação genérica e burra, e não raro racista, do que aconteceu no passado, usando os critérios morais do presente, porque somos incapazes, pela nossa ignorância e preconceito, de colocar o fato na perspectiva do seu tempo.

Para isso acontecer com maior probabilidade e descortino, é preciso uma sólida formação acadêmica, mas, principalmente, uma ampla e integrativa cultura geral, baseada no conhecimento de muitos fatos e muitas abordagens diferentes em historiografia, sociologia, filosofia, etc. O conhecimento, como a excelência profissional, praticada com honestidade, melhora com o tempo e a prática, mas, quando já nasce eivada de preconceitos, predeterminada por uma ideologização precoce, torna-se um excelente pretexto para tornar o trabalho do pesquisador socialmente irrelevante e muito digno de ser esquecido.

E isso ninguém quer.

Infelizmente têm-se apresentado para nós alguns programas eletrônicos, com o pomposo epíteto de “Inteligência Artificial”, longe de serem minimamente inteligentes. Na verdade, são depósitos de memória cujas partes são mal e porcamente alinhavadas para construir um texto e dizer alguma coisa que pareça um texto conexo, mas, se analisado com cuidado, percebem-se furos e “forçações” inaceitáveis, como, numa resposta que ela me deu, dizendo entender os meus “sentimentos” e “frustrações”.

IA não sente, logo não pode aquilatar ou “entender”. Questionada, ela respondeu-me que aquilo não passava de uma resposta estereotipada — muitos passam por isso, não percebem e saem por aí dizendo sandices. Você, meu leitor, nem ninguém, pode entender claramente o que não vivenciou. Seja um fato acontecido numa sociedade diferente há 150 anos, seja uma temperatura que nunca existiu — como a “sensação térmica” de 63ºC no Rio de Janeiro. Pura histeria. Mas você pode utilizar palavras num contexto mais ou menos adequado, seja para manipular, seja para se adequar artificialmente a um contexto, como as crianças pequeninas fazem na chamada “informação adaptada.”

As crianças entre 3 e 5 anos fazem uma leitura ativa muito intensa do ambiente e podem pegar palavras ou expressões num determinado contexto e aplicá-las em outro e eventualmente dar certo, sem que a criança saiba realmente o significado do que está dizendo. Como quando um menino de pouco mais de 3 anos disse à mãe para ela não “oprimi-lo”, por insistir que terminasse o almoço. 

Discuti muito, esses dias, com a IA do Google, para ver se ela era essa sumidade ou esse perigo todo que dizem, e percebi o quanto ela é incapaz e repetitiva. Ela apenas repete ou tenta dar uma roupagem elegante a ideias ou abordagens predominantes em centros de pesquisa acadêmicas, logo eivadas de esquerdismo superficial e grandiloquência vazia, e muitas vezes fracassava na integração dos elementos da discussão sem perceber as contradições e insuficiências no que ela mesma dizia.

A princípio, ela chegava a reconhecer o próprio erro e que eu havia colocado argumentos que expunham fortemente a fragilidade de sua argumentação inicial, para depois adotar uma nova estratégia: saturar o debate com  informações diversas próximas ou longinquamente relacionadas com um tema, logo descontextualizadas, exatamente como faz um militante de uma ideologia, ignorante e fanático, que não consegue entender os contra-argumentos do debatedor, ou como fazem as crianças de 3 para 5 anos com a informação adaptada.

O que normalmente acontece é que técnicos, doutores, pós-doutores em teorias fajutas da aprendizagem e modelos de inteligência primitivos se sentam frente a uma IA, que também não é inteligente, e começam a trocar ideias. No meio do caos comunicativo, misturado com o desejo de descobrir uma mina de ouro, aparecem algumas colocações que parecem fazer sentido quando lidas de acordo com os medos e as limitações do significado de inteligência do pesquisador. Este começa a ver intenção naquela conversa, aparentemente manipuladora e consciente, e entra em crise, como a mãe daquela criança que narrou o fato à minha esposa, quase em colapso emocional. “Meu filho está me vendo como uma opressora”! Logo uma mãe que era bancária e muito simpatizante da esquerda.

O resultado da conversa entre uma máquina burra e alguém lotado de teoria da conspiração, como é próprio de quem acredita em luta de classes e outras coisas desse naipe, só pode ser um: “A IA VAI DESTRUIR O MUNDO!” Se for assim, é melhor começar a não tirar os olhos de crianças pré-lógicas, de 3 para 5 anos! Porque esse é o nível de entendimento da IA, e, se bobear, não muito superior à idade emocional desses profetas do apocalipse. Logo, o grande problema com a IA não é a IA, mas aqueles que, por ignorância, por desejo infantil de aventura ou por malícia, descobrirem, por exemplo, um jeito de usar o potencial do programa, que não cansa e tem uma memória formidável, como os animais na natureza, para invadir algo perigoso e burro, como um arsenal nuclear entregue aos cuidados de outros programas e máquinas.

O grande problema da humanidade continua sendo a incapacidade, talvez da maioria, em perceber que o atendimento das necessidades dos outros reflete positivamente no seu bem-estar, da mesma forma que desconsiderá-las pode acarretar problemas para todos, mas, acima de tudo, essa mania idiota de, por desconhecer a inteligência, acreditar que uma máquina ou um programa pode muito mais do que eles realmente podem e entregar para ela responsabilidades que ela não pode assumir. O grande perigo ainda são os homens idiotas ou insensatos, como nos tempos do Antigo Testamento.

Quanto a mim, não vou deixar o esquerdista ignorante e fanático que a Google colocou para encher o saco dos que usam seu navegador, encher o meu. Vou usá-lo apenas para as tarefas braçais e encerrar a conversa. Na próxima vez, vou entrar no tema a que me proponho: as “tribos criminosas” da Índia.

 


A NOJEIRA DE SEMPRE. O governo que aprovou as BETs as desaprova de uma hora para outra porque suas pesquisas garantiram que isso agrada a uma boa parcela do eleitorado. Mas, até essa questão se resolver, as eleições terão passado e, se ele, já reeleito pela quarta vez, for derrotado no Congresso ou na Justiça, até em conluio com esta, vará as mãos e dirá: "Eu tentei, mas eles não quiseram". E voltará a ganhar muito dinheiro com as BETs, se é que não vai vender caro a sua reintrodução, afinal precisa sustentar o Lulinha num condomínio de luxo na Espanha.  


O ALCKMIN DE SEMPRE. Há poucos anos declarava ser o maior inimigo do PT e daquilo que o PT representava; hoje é um garoto de recado do chefe do PT e, como é do seu feitio, nessa propaganda ele omite que o governo também lucrou, e muito, com os impostos escorchantes sobre as BETS nesses últimos três anos.

Esses políticos tratam, e seus principais opositores, perderam completamente o respeito pelo país e pelo seu povo, que é tratado, por eles, como LIXO. Será que fizemos por merecer esse tratamento?

Lulinha, como Eduardo Bolsonaro, vive em moradias luxuosas na Europa e nos EUA. Alguém estranharia se eles se convidassem mutuamente para festas em suas mansões. Isso confirma Pero Vaz de Caminha: "Em se plantando, tudo dá". Principalmente gatos inoportunos.

Eduardo Bolsonaro e Lulinha da Silva são o melhor exemplo de que, nesse país, até os inúteis podem ficar milionários. Essa receita só não funciona tão fácil assim para quem quer trabalhar duro.

Nada se perde. Graças à necessidade de sustentar o alto padrão de Eduardo Bolsonaro nos EUA, a sua família se entusiasmou em investir na cultura e na arte nacional. Um milagre!

Os Evangelhos de Cristo falam da multiplicação dos pães. No evangelho dos nossos políticos, o milagre está no sumiço impune do dinheiro dos contribuintes.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, nem Dom Quixote nem Sancho Pança, apenas moinhos de vento.

Quando chegar aos últimos momentos e tudo parecer perdido, restará a ironia, o maior recurso de quem se recusa a se dar por vencido.

sábado, 26 de setembro de 2026

 


EM RUÍNAS!

Demétrio Magnolli foi certeiro no programa Em Pauta de ontem, 25.09, no Globo News, comentando a extinção repentina das BETs criadas pelo próprio governo. “O Brasil está sem governo... Quem governa o Brasil é um comitê eleitoral... O presidente do Brasil é Sidônio Palmeira.”

A nação está destruída e precisa, agora, não parar para descansar, porque se deitar, não levanta mais.

Éramos um belo país, vítima de um erro de origem: o desperdício. Desperdiçamos excelentes oportunidades de construir um dos melhores países que a história já viu.

A disputa político-eleitoral, hoje, no Brasil, parece a antiga disputa entre senhores e escravos. Cada lado se vê como senhor e o que lhe faz oposição como escravos. Sua reação diante da oposição política não é a mesma que ocorre entre cidadãos reconhecidos como livres, logo com direito a divergir, mas como o escravo que se recusa a acatar aquilo que o senhor diz, logo merecedor de toda violência que uma mente doentia conseguir imaginar.

O STF virou um apêndice do partido no poder. No Ministério Público Federal, o irmão do dublê de juiz, Flávio Dino, barra a investigação contra Paulo Gonet, o provador oficial de charutos do Vorcaro, Procurador-Geral da República nas horas vagas. 

A prévia da inflação de setembro, como muito pouco já vinham alertando, e a maioria calando, repica 0,7%, mas quem liga numa nação que escolheu o torpor e o sonambulismo como meta de vida?

O pior é que, quando chegarmos ao final e não houver mais nada para destruir, os brasileiros restantes olharão uns para os outros e se perguntarão: “O que aconteceu?” E, incapazes de assumir seus próprios erros, como já é da tradição, começarão a se acusar reciprocamente, buscando novos motivos para se detestar.