GUERRA DO PARAGUAI — OS HISTORIGUAIOS ATACAM O BRASIL, NOVAMENTE, COM A SUA ARMA PREFERIDA: A FRAUDE.
Eduardo Simões
Chamo de historiguaios aqueles brasileiros que, por um
desacerto da natureza ou desparafusamento mental, travam uma guerra de morte,
diuturna, contra o seu país, sempre que o assunto é Guerra do
Paraguai. Esse tipo de gente começou a aparecer, e quase imediatamente
ganhar notoriedade, com o lançamento, em 1979, do livro Guerra do Paraguai,
um genocídio americano, de um dos mais encarniçados inimigos de nossa
pátria, o paulista Júlio José Chiavenato.
O seu livro é pouco mais que um monte de mentiras,
distorções e desinformação, mas, no seio de um povo ignorante de sua história,
‘vendeu como água’ e o fez famoso da noite para o dia, apesar de o autor não
ter nem qualificação acadêmica. O seu livro ganhou autoridade de 'revelação
divina’, mudando quase instantaneamente a abordagem majoritária desse tema —
como nenhum outro historiador sério o conseguiu —, tornando verdade irrefutável
uma antiga máxima de sabedoria: ‘Deus começa por tirar o juízo daqueles que
querem se perder’.
Nem todo esquerdista é historiguaio, mas todo historiguaio
fanático, daqueles que não perde uma oportunidade para dar uma estocada, é
esquerdista. Existem também os incautos, os tolos, tanto de direita como de
esquerda, que se deixam levar. Agora, leitor, peço-lhe a atenção para a foto
abaixo, que, segundo, historiguaios histéricos seria de crianças paraguaias
supostamente massacradas pelo exército brasileiro na batalha de Acosta Ñu.
Campo Grande, na nomenclatura brasileira — quando damos rosto às ‘vítimas’,
fica mais fácil incutir ódio ao ‘agressor’ ou, como nesse caso, ‘o que terminou
vivo’ ou ‘o que venceu’. Os historiguaqios odeiam o Brasil apenas porque ele
venceu a guerra, que ele não provocou.
Segundo uma enxurrada de sites de historiguaios e
ignorantes, a foto acima seria de crianças paraguaias mortas por tropas
brasileiras em combate, num verdadeiro crime de guerra, afinal quem ‘animal’
teria coragem de atirar em crianças tão pequenas, inocentes e desprotegidas?
Mas a questão prévia é:
Guerra é coisa de adultos. O que essas crianças estão
fazendo, armadas, num campo de batalha?
Quem convocou, armou e enviou essas crianças para resolver
um assunto só de adultos, causando-lhes morte ou outro dano, foram os
brasileiros, ou foi o psicopata necrófilo, corruptor de crianças, que governava
o Paraguai?
Imagine que você é um soldado brasileiro, armado, guardando
uma posição sob ordem superior, e uma criança dessas avança contra você, com a
baioneta apontada para a sua barriga. O que você faria? Ficaria especulando se
a arma era de verdade, se, por acaso, o fuzil era de chocolate e a lâmina de
açúcar de confeiteiro? E aí diria a si mesmo: “Vou deixar ele me furar, mas, se
for de verdade, eu vou ficar muito zangado.”
Então a gente começa a observar detalhes que não batem.
1º — O tipo de baioneta: observe que ela é bem diferente
daquela que aparece na reprodução do quadro que abre esse post, detalhe de uma
obra do pintor Pedro Américo, A batalha do Avaí, e que é a imagem exata
da baioneta mais usada na Guerra do Paraguai: a baioneta de alvado ou de cubo,
também chamada de baioneta de soquete ou de encaixe (abaixo). Posteriormente,
na Europa, no final dos anos 1860, a baioneta-espada ou baioneta sabre, semelhante
às que aparecem na foto, começou a se popularizar com os novos fuzis Chassepot
e Lee-Enfield. Mais tarde chegariam à América do Sul. Logo, as baionetas não
batem.
2º — O rosto dos soldados: vemos no quadro de Américo que os
soldados têm barba ou um grande bigode ou os dois, além de cabelos compridos —
os paraguaios que aparecem nos quadros têm os cabelos ainda maiores, enquanto
na foto os soldados aparecem com o rosto liso, bigode pequeno, e cabelos bem
aparados. Os avanços e descobertas da medicina, em especial nos quesitos de
higiene e medidas sanitárias públicas, a partir do final dos anos 1870,
tornaram as longas barbas e cabeleiras, comuns aos soldados do século XIX,
coisas do passado.
3º — Os sapatos e botas: uma coisa singular, em todos os
quadros, fotos e imagens de soldados paraguaios, é que a maioria deles está
descalça. Na foto original, em que esses meninos aparecem inteiros, todos estão
de sapatos ou botas, até os meninos.
4º — O uniforme da infantaria: o paraguaio é um casaco
vermelho com calças brancas e às vezes até algo como uma saia, semelhante ao
kilt escocês com franjas na extremidade, e aí o uniforme é feito por variações
de azul, muito mais próximo ao usado no exército imperial. O uniforme do
exército paraguaio tem platina ou patilha de ombro (uma lingueta de tecido
abotoada) para evitar que as alças da patrona ou da baioneta escorreguem. Os
uniformes da foto não têm isso.
5º — O quepe: usado pelos meninos e os soldados nada têm a
ver com os quepes usados pelos paraguaios na Guerra do Paraguai, que se
caracterizam pelo uso da faixa tricolor na cúpula sobre a cabeça (a copa ou
coroa).
6º — As roupas e os chapéus dos indivíduos que não estão
fardados são muito modernos para 1870.
7º — A nitidez da foto é incompatível com o padrão das fotos
da época da guerra, as pequenas sombras nos rostos quase não aparecem nas fotos
mais antigas.
Veja, abaixo, uma ilustração sobre a Guerra do Paraguai feita num livro inglês sobre esse assunto:
Observe esses detalhes da ilustração, ausentes da
fotografia, no momento em que os paraguaios atacam um quadrado uruguaio. Os
soldados não só estão descalços, como têm as calças rasgadas. Era um
exército muito pobre, com grandes problemas de abastecimento. Têm a vantagem de
conhecer bem o terreno que nenhum dos aliados conhecia, sem falar na surpresa
de todos com o ataque paraguaio. A ideia de que o Paraguai era um país próspero
e igualitário é uma mentira deslavada. Não passava de um povo pobre, fanatizado
por uma ditadura totalitária nefanda, que preferiu levá-los quase ao extermínio
a sair por conta própria do poder, mostrando o caráter absurdo e necrófilo da
nossa esquerda historiguaia.
Mas não tem problema, pois afinal eu descobri a foto
original, batida em 1902 e publicada na página 53 da edição de 19 de julho de
1902 da revista semanal parisiense L’Illustration, que você pode ver abaixo.
O texto de chamada diz “LA GUERRE CIVILE EM COLOMBIE – les soldats-enfants
de l’armée governamentale [A guerra civil na Colombia – os soldados-crianças do
exército do governo]. Na verdade, é uma foto de uma guerra civil colombiana,
chamada de ‘Guerra dos Mil Dias’ ou ‘dos Três Anos’. O texto abaixo da foto,
muito apagado, cita apenas generalidades, mas diz que essas crianças têm em
torno de 12 anos, sendo que um dele mal completou 11 — provavelmente o
corneteiro — e que seu comandante é o general Pompilio Gutierez. Esses não são
meninos-tambores ou mascotes, que só participavam das bandas regimentais e dos
desfiles festivos, mas combatentes de fato. ISSO É UM CRIME!!!! A foto está
levemente retocada embaixo.
Está explicado a coloração azul dada aos uniformes, de
acordo com o padrão usado pelo exército colombiano nessa época.
Eis uma prova mais recente que a foto se refere a eventos na
Colômbia.
Um povo doente! Um post do Comando de las Fuerzas Armadas do
Paraguai, de 16 de agosto de 2024 comete a aberração de evocar o sacrifício de
crianças, digo mais uma vez, NUM ASSUNTO EXCLUSIVO DE ADULTOS, para comemorar o
dia das crianças no Paraguai, sem nem perceber que isso é um testemunho
arrasador contra o caráter de sua própria população. Quem convocaria crianças de
até SETE anos para um sacrifício desses, só para garantir a sua perpetuação no
poder, uma vez que já lhe fora dito, por Mitre, na conferência de Yataytí-Corá,
de que se López renunciasse a guerra cessaria? Hitler convocou as crianças e
Solano López também — Napoleão, o grande vilão da esquerda, preferiu renunciar
a destruir o seu país e mais ainda o seu povo. Que povo transforma um homem que faz isso no
seu supremo herói nacional?
Eis o resultado do apaziguamento e estratégia de paz a
qualquer custo. Eles capturaram um navio de passageiros, numa típica ação de
pirataria, sequestraram um governador de província e seus companheiros, os
torturaram, os submeteram às piores privações, os mataram e se desfizeram de
seus cadáveres, e agora nos apontam com os únicos culpados, enquanto eles são apenas
vítimas. Nas escolas eles ensinam as suas futuras gerações a nos odiar até a
morte.