Sherlock Holmes e seu indefectível amigo, o doutor Watson,
curtiam um elementar piquenique numa localidade interiorana. Após uma
longa e animada conversa sobre seus últimos casos policiais, foram dormir.
Holmes acorda Watson, sacudindo-o, no meio da noite.
— Watson, Watson! Diga-me, o que você vê?
O doutor acorda confuso e pega os óculos para responder à
pergunta do amigo.
— Um dos céus estrelados mais bonitos que eu já vi, Holmes. Isso
nos lembra bem a necessidade que temos de nos afastar de Londres mais vezes, se
quisermos aproveitar essa maravilha.
— O que mais, Watson?
— Isso me remete à grandeza do nosso criador. Só um ser
superior e muito inteligente poderia ter criado um espetáculo como esse.
— E o que mais, Watson, o que mais?
— Que o senhor Darwin nos deve boas explicações sobre como tudo isso surgiu por mero acaso, ou seja, lá que explicações ele pretende
dar sobre...
Holmes o corta impaciente.
— Deixe de tolices, Watson, não está vendo que roubaram nossa
barraca?

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