NOSSO MAIOR CRIME, OFICIAL, NA GUERRA DO PARAGUAI.
Foi não ter cuidado de nossos veteranos, muitos deles das classes sociais mais pobres, que foram compulsoriamente enviados para a frente de batalha com o título de VOLUNTÁRIO DA PÁTRIA. Muitos, estropiados, que não tinham bom suporte familiar, acabaram morrendo à míngua. Esse crime sim, foi muito pesado — Marcelo Santos Rodrigues, baiano, numa dissertação de mestrado chamada Os (In)voluntários da Pátria, disse que na Bahia, em 1916, o governador Antonio da Costa Pereira, "em nome da 'sã política racional, orientada para a confraternização dos povos'" solicitou que houvesse, oficialmente, apenas uma celebração da guerra, antes eram duas, num louvável desejo de paz e reconciliação com o Paraguai. Mas isso, também, diminuiria pela metade o seu constrangimento, pois a Bahia foi o estado que mandou mais 'voluntários', e os veteranos costumavam aparecer em peso nessas comemorações, mostrando, nos seus corpos, tanto a dimensão de seu sacrifício quanto do abandono a que as autoridades os relegavam.
Na mesma linha, fugir de obrigações jurídicas e morais, seguiu-se a queima dos arquivos da escravidão, em 1891, ordenada por Tui Barbosa, e a paralisia das investigações da CPI do INSS, sobre o roubo dos velhos e pobres aposentados, depois que as investigações começaram a atingir o filho do presidente, em 2026.
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