O CORONEL MOREIRA CÉSAR E CANUDOS DEVEM MORRER
A HISTÓRIA DE UMA INJUSTIÇA (mudei subtítulo) Fontes - 2
Trecho do jornal Gazeta de Notícias de 14 de abril de 1897.
Mesmo assunto tratado pelo jornal O Paiz de 15 de abril de 1897.
As perguntas que não querem calar são as seguintes:
Por que a 3ª Expedição, que justamente foi a mais estranha, trágica e famosa, além da que mais dúvidas deixou, é justamente aquela da qual se tem menos informações oficiais e documentos, para confirmar ou desmentir a montanha de questionamentos graves que ficaram sobre ela?
Onde estão os resultados desse inquérito? Sabemos que o tenente Pradel de Azambuja fez acusações gravíssimas sobre o major Cunha Mattos, que comandou a desastrosa retirada final da tropa; por que eles não foram confrontados? E se o foram, cadê os resultados? O que foi colhido nesse inquérito? Vários oficiais do estado-maior de Moreira César que escaparam vivos negaram veementemente que os fatos tenham ocorrido como o relatório (parte) do major Cunha Mattos os apresenta — nesse relatório, o coronel Moreira César é apresentado como um comandante errático, desequilibrado e até epilético, a base para as futuras calúnias e mentiras de Euclides da Cunha contra o coronel. No entanto, o relatório Cunha Mattos foi logo transformado em oficial. Por quê? Por que os outros oficiais não foram escutados?
Será que, depois de mais de cem anos de supostas pesquisas, nós teremos ainda alguma grande surpresa sobre Canudos? Da parte do Exército, haverá surpresas?
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