terça-feira, 30 de junho de 2026

 


Foto-síntese: 2 jogadores holandeses contra um africano, mas só um é branco — a Holanda é tradicionalmente um país de gente branca, com fama de ser historicamente racista.

A CRISE DEMOGRÁFICA CHEGOU AO FUTEBOL?

Eduardo Simões

É dia de zebra ou é dia de lógica?

Ontem, 29 de junho, a Alemanha foi eliminada nos pênaltis pelo modesto Paraguai e a Holanda pela sensação da copa de futebol, embora nada tradicional nesse esporte, Marrocos.

O que a biologia e a probabilidade matemática teriam a dizer sobre esses resultados tão surpreendentes, se descartarmos a princípio qualquer suposição de superioridade racial, considerando que a inteligência ou o físico, superiores, isolados um do outro, não são suficientes para garantir um resultado que está se tornando comum: nações pobres e sem tradição em determinados esportes começam a deslocar campeões tradicionais.

Não dá para negar que, em que pese o ‘amor’ ao futebol ser importante, o peso de uma boa estrutura de suporte é fundamental e nesse ponto os países da Europa, em especial a Alemanha, dão uma lição em qualquer seleção da África ou da América Latina. Mas há um fator que pode, até em condições mínimas adequadas, superar a vantagem das estruturas físicas: o talento.

Chamo de talento o conjunto de elementos biológicos e mentais, entre os quais coloco a autoconfiança ou a automotivação e a socialização, que, associados a fatores físicos como: capacidade de reação, de explosão muscular, capacidade de recuperação, etc., fazem o ‘craque’, o jogador diferenciado. Mas há um grande problema nisso. Esses fatores, que são orgânicos (= físicos e mentais), aparecem em indivíduos ‘escolhidos’ aleatoriamente pela natureza, em imensas amostragens. São fenômenos raros!

E o que acontece se as amostragens diminuem, pela redução drástica da oferta de indivíduos à sociedade, visível na queda do índice de fecundidade? Cai tanto a possibilidade de um craque como de jogadores talentosos, que possam dar suporte a esse craque em esportes coletivos. Aí a gente entende por que quase metade do elenco da Holanda é negro, e bem menos na Alemanha; embora neste caso, constituam a base da seleção principal e mais da metade do time: Rudiger, Tah, Musiala — o craque do time — Sané, Nmecha, Brown.

Vai ser muito difícil aparecer um jogador branco craque ou um time de bom nível na Holanda ou na Alemanha, onde há mais de 50 anos o índice de fecundidade é inferior à taxa de reposição, enquanto o Marrocos só agora enfrenta esse problema. O  Paraguai ainda consegue repor o que perde com alguma sobra (2,4).

Contra esses jogadores 'diferentes', nessas seleções, pode existir a pressão por serem, em geral, imigrantes ou filhos de algum. Será que isso não dificulta os contatos com os 'nativos' brancos, reduzindo a sua iniciativa, fundamental nos momentos difíceis? Qual será a reação da população local com Tah, que perdeu o pênalti decisivo, e com Kluiver, Summerville e Timber, da Holanda, que perderam seus pênaltis?

Se esse for o caso, a tendência é a África negra e a África do Norte e Ásia islamizadas se tornarem os próximos celeiros de craques — embora a África negra ainda precise melhorar muito na oferta de estruturas adequadas para os atletas prosperarem. As copas do futuro serão jogadas majoritariamente por árabes e negros, seja por seus países, seja por outros, com imensas multidões de africanos e asiáticos islamizados numa vibrante assistência. 

Ali junto, quase imperceptíveis, pequenos grupos de brancos, com cabelos mais brancos ainda, discretos, sentados nas arquibancadas, saudosos do tempo em que inventaram e ainda conseguiam jogar esse esporte. E outros.


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