UMA DIFERENÇA NADA SUTIL, PARA QUEM PENSA.
“O empreendedor típico não se pergunta se cada esforço que faz lhe promete um ‘excedente de prazer’ suficiente. Ele se preocupa pouco com os frutos hedonistas de suas ações. Cria sem trégua, pois não consegue fazer mais nada; não vive para desfrutar voluptuosamente do que adquiriu. Se esse desejo surge, é paralisação para ele, não é uma pausa em seu curso anterior; é um prenúncio da morte física. Por essa razão — além da outra razão de que, na evolução como a entendemos, a ‘demanda’ não é um fator independente da ‘oferta’ — a conduta do nosso tipo não pode ser incorporada, no mesmo sentido que a conduta do ‘explorador puro e simples’, ao esquema de um estado de equilíbrio, ou de uma tendência a ele.”
Teoria do Desenvolvimento Econômico, 1911.
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