QUEM ERA O CORONEL MOREIRA CÉSAR - fontes
Vemos no texto acima, escrito pelo general Epaminondas Ferraz, no segundo artigo de sua trilogia Excertos de um batalhão de infantaria, sustentáculo da República, revista Defesa Nacional, nº 639, onde vemos a verdadeira personalidade do coronel Moreira César, totalmente diferente daquele “bruto” inventado por Euclides da Cunha.
Ao invés de massacrar seus comandados, ele se preocupava com o seu bem-estar, sua aparência e o seu treinamento, e para isso não recuava diante de nada, nem de utilizar os canais informais, o que não era do seu feitio, mas que se mostrava necessário naquela conjuntura viciada pelo compadrio e a troca de favores. Que parece existir até agora.
Os registros de punição mostram um comandante preocupado com a boa disciplina sem nenhum exagero, completamente diferente das calúnias inventadas por Euclides da Cunha e outros.
O general Ferraz, infelizmente, de uma forma desonrosa e indigna dele e das tradições do nosso Exército, supõe gratuitamente que, além dessas, haveria outras punições, sem mostrar nenhuma prova ou evidência, que fatalmente apareceria, se houvesse punições muito acima das habituais e previstas no regulamento. Os soldados se rebelariam. Da mesma forma que nunca foi encontrada qualquer punição anormal, tampouco foi relatada qualquer ocorrência anormal na tropa que merecesse ser lembrada por seus colegas e contemporâneos depois que ele se foi, os que disseram isso tinham claros interesses inconfessáveis ou eram “maria vai com as outras”.
Essa acusação parece indicar um movimento coordenado por alguns antigos militares para aumentar a responsabilidade desse seu camarada de armas, tombado dignamente no campo de batalha, muito acima do poder que ele tinha e contrário à sua natureza.
Com certeza não foi por ele ser de origem pobre, filho de pais desconhecidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário