DISCURSO DE RAUL POMPEIA NO SEPULTAMENTO DE FLORIANO PEIXOTO, RECONSTITUÍDO POR ELE (O PAIZ 3 de outubro de 1895, p. 4).
Vê-se na antepenúltima tira, infelizmente manchada, a mania mania de ver conspirações por toda parte, típica do florianismo e de todos aqueles que vivem conspirando para quebrar as regras do jogo. Ao dizer que os outros estão conspirando, ele transfere a culpa para os inimigos, enquanto se justifica: eu só conspiro para me proteger das suas conspitrações.
Na última tira vê-se o ódio injustificado e a crítica desproporcional contra os portugueses, típicos do jacobinismo desvairado, o que nesse caso atingia o presidente, uma vez ele reatou as relações com Portugal, desfeitas por Floriano, que não perdoava o abrigo dado aos inimigos.
Os seus elogios ao marechal Floriano, nas primeiras tiras, ficam bem para um fã-clube juvenil, não para um intelectual que já ganhara certa projeção como Raul de Pompeia!
Como a reconstituição foi feita pelo próprio Pompeia, na calma do lar, um bom tempo após a ocorrência dos fatos e já sofrendo as consequências do que disse, não é possível dizer com certeza que foram exatamente essas as palavras e, principalmente, o tom emocional dado ao discurso.
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