OS FRANCESES NÃO QUERIAM LUTAR CONTRA OS ALEMÃES E NÃO ERAM
CONFIÁVEIS.
Em 10 de junho de 1940, a Itália declarou guerra à França, o
que já era esperado pelo alto comando franco-inglês. Os ingleses então transferiram
4 esquadrilhas de bombardeiros pesados para o aeródromo de Salon, para, a
partir daí, bombardear as cidades industriais de Gênova e Turim, bem à mão.
Tudo combinado e acertado com as lideranças políticas francesas.
Qual não foi a surpresa de todos, as autoridades civis e
militares da região da Provença, onde estava Salon, discordaram da decisão e decidiram
que os aviões não deveriam atacar, porque isso desataria a ira dos italianos e
eles poderiam querer revidar nas cidades francesas próximas, mesmo com a Itália
já tendo declarado guerra!!!! À véspera do ataque, o comandante do setor aéreo,
o ultracondecorado herói de guerra francês Joseph Vuillemin, em conluio com
outros, simplesmente ligou para o comandante inglês da operação, o capitão de
grupo Field, e proibiu a partida dos aviões.
Telefonema para lá e para cá, decisão tomada: “Esquadrilha
autorizada a atacar a Itália a partir de Salon”... “Agora vai”... “Quase foi”... Por
volta de 0h30, quando os aviadores estão se preparando para partir, a pista é
invadida por dezenas de caminhões e carroças militares e civis, que a bloqueiam
irremediavelmente. A operação é cancelada. Uma desordem! E desde o início, isso
está bem claro.
Nos livros de Raymond Cartier, historiador e jornalista
inglês, sobre a Segunda Guerra, as ações do exército francês em 1940 são marcadas pela desorganização e apatia, que só podem ser atribuídas
à sabotagem de colaboradores tanto de extrema direita, por simpatia a Hitler,
como dos comunistas, sequestrados pelo pacto de Hitler e
Stalin. Os ingleses ainda tentaram uns reides contra a Itália nesse período,
com os aviões partindo de aeródromos de Guernsey e Jersey, com resultados
pífios. A oportunidade fora perdida.
Dava para confiar que os franceses não iriam entregar os
seus navios aos alemães? Daí o ataque a Mers el-Kebir. A Wikipedia em francês evita cuidadosamente esse tema.
Nenhum comentário:
Postar um comentário